Acusados de desviar R$ 100 milhões dos cofres públicos, Bernardo e Gleisi entram no rol de ex-ministros petistas com o rótulo de corrupção
A ESCUDEIRA E O OPERADOR Em público, Gleisi Hoffmann empunha a bandeira da ética para proteger Dilma. Nas sombras, usaria propinas para alavancar sua candidatura ao governo do Paraná. Ex-ministro de Lula e Dilma, Paulo Bernardo montou um propinoduto no ministério do Planejamento que lhe rendeu R$ 7 milhões para uso próprio (Crédito: Adriano Machado; ROBERTO CASTRO) Quando era criança em Curitiba, a pequena e espevitada Gleisi Hoffmann, ainda de madeixas rebeldes, ouviu de seu avô um ensinamento daqueles válidos para a vida toda e que se ajustou como uma luva à situação vivida por ela e pelo marido, o ex-ministro petista Paulo Bernardo, na última quinta-feira 23. Dizia ele, em tom professoral: se a campainha toca perto do cantar do galo, ou é vida nova ou é encrenca. Eram pouco mais de seis horas da manhã quando quatro homens bateram à porta do apartamento funcional do Senado em que o casal mora em Brasília. Se não estavam lá para anunciar o nascimento de ninguém,...