Vaza mais um áudio de possíveis irregularidades envolvendo Prefeitura de Patos na organização do São João. Desta vez a prefeita aparece nos grampos. Escute
As investigações realizadas pela Procuradoria da República para investigar possível enriquecimento ilícito na realização do São João de Patos evidenciam uma relação, no mínimo, pouco republicana entre o poder público municipal e a empresa Área Badalada Eventos, contratada para gerir a festa. Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelaram que auxiliares da prefeita Francisca Motta (PMDB) tinham o controle até das contas bancárias da empresa.
Os indícios de irregularidades revelados pelas escutas a que o blog teve acesso são muito grandes. Em um dos áudios, a secretária de Finanças, Meryclis D’Medeiros, conversa com a prefeita de Patos sobre os pagamentos que ainda precisariam ser feitos em contratos de 2015. Ela diz que ainda precisa pagar “Aviões, Bruno e Marrone, tudinho… aí a gente tá vendo a forma aqui, porque só tem… 40 mil na conta”, diz. Ao ouvir a observação, Francisca reage:
As suspeitas de que a empresa Área Badalada funcionava apenas como ferramenta operada por auxiliares da prefeitura cresceram por causa da forma obscura que ela venceu a licitação para organizar o São João de Patos. Ela pertence, ao menos oficialmente, a Wescley Barbosa Lima, filho do secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Patos, Sebastião dos Santos Lima. Além disso, precisou de uma “forcinha” para ser habilitada na licitação.
A empresa não adquiriu o edital de licitação, apresentou documentos fora do prazo e até teve uma “mãozinha” do cartório. Para se ter uma ideia, o prazo final para protocolar a documentação na Comissão de Licitação, previsto em edital, era 13 de abril de 2015. Apesar disso, vários deles têm registro de reconhecimento em cartório às 23h do dia 17 do mesmo mês. Sem falar que na reunião com as empresas licitantes, no dia 20, apareceu apenas a Área Badalada.
Os grampos feitos pela Polícia Federal mostram que a empresa existia, mas era a secretária de finanças que fazia os pagamentos das bandas e articulava o recebimento dos patrocínios pagos por empresas, como a Friboi. Um dos áudios mostra Méryclis conversando com a chefe de gabinete da prefeitura de Patos, Ilana Motta, filha de Francisca. Ela manda um recado para a prefeita: “diga a ela que tem uma notícia boa lá da Friboi… o que era um e meio agora é três (sic)”, em relação.
As investigações foram geradas por conta de um encontro fortuito de provas no curso da operação Desumanidade, que investiga desvio de recursos destinados às áreas de saúde e educação em prefeituras do Sertão, inclusive Patos. As investigações estão sendo conduzidas pelo Ministério Público Federal, em Patos, além de Ministério Público Estadual, Controladoria-Geral da União e Polícia Federal
Mericles de MedeirosForam ouvidos pela Polícia Federal, após condução coercitiva, Ilanna Araújo Motta, Meryclis D’Medeiros Batista, Wescley Barbosa Lima, Joseilson Felipe da Silva e Wadi de Andrade Barros. De acordo com o Ministério Público, o suposto esquema estaria sendo operado desde 2014 na cidade.
Veja quem é quem:
Ilanna de Araújo Motta, conforme áudios de interceptação telefônica, como chefe de gabinete da Prefeitura de Patos, executou e participou das irregularidades no ano de 2015, inclusive quanto ao suposto repasse de recursos provenientes da Friboi à secretária de Finanças, Meryclis D’Medeiros.
Meryclis D’Medeiros, como secretária de Finanças do município e presidente da Comissão de São João de Patos, demonstrou participar diretamente da execução do evento no ano de 2015, conforme se verifica nos áudios interceptados. A secretária de Finanças, inclusive, possuía acesso à conta bancária da empresa Área Badalada, sabendo até os saldos bancários da empresa para o pagamento de itens do evento.
Wescley Barbosa Lima e Wadi de Andrade Barros são sócios da empresa Área Badalada. Wescley é, em tese, responsável pela administração da empresa. Já Wadi era proprietária da empresa Badalo Produções e Eventos (encerrada), firma já conhecida e processada pelo MPF em outro caso de ilicitudes relacionado a recursos públicos. Wadi de Andrade é esposa de Joseilson Felipe da Silva.
Joseilson Felipe da Silva é procurador da empresa Área Badalada e, conforme informações levantadas pelo MPF e informações bancárias da empresa, tudo indica que é proprietário de fato da empresa, executando pagamentos e, inclusive, passando cheques para pagamentos diversos do São João de Patos 2016.
Resposta da prefeitura de Patos
A Prefeitura de Patos, por meio de nota, repudiou as informações sobre supostas irregularidades referentes ao processo licitatório para a contratação da empresa Área Badalada, bem como o eventual uso dela para “enriquecimento ilícito”. Diz ainda que o certame para a contratação da empresa foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que o São João de Patos tem orçamento de R$ 2 milhões, sendo que, deles, o poder público municipal arca apenas com 10% do montante. A nota diz ainda que a Prefeitura de Patos “estranha o vazamento deliberado e manipulação de escutas telefônicas, objeto de investigação preliminar em processo judicial, repita-se, sigiloso. O que se espera é que o Ministério Público Federal determine a abertura de INQUÉRITO ATRAVÉS DA POLICIAL FEDERAL, aliás, a Prefeitura já solicitou formalmente ao Ministério Público essa providência e até agora não obteve nenhuma resposta”.
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